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FILHOS E TRABALHO É POSSÍVEL CONCILIAR
Autor: MARLEY TRIFILIORevista Vida Executiva - Edição 22 - Março.06


Filhos e trabalho, é possível conciliar. Agosto 2007



Para ser um profissional de sucesso não é preciso abrir mão de participar da vida dos pequenos, basta aprender a planejar a vida, mesmo que isso represente mudar a rotina no trabalho.
TEXTO: MARLEY TRIFILIO
Equilibrar as atividades profissionais e a responsabilidade com a educação dos filhos, além da busca por um convívio mais saudável, é ainda uma das grandes batalhas para os profissionais do século 21. E independe do gênero. Se há algumas décadas esse conflito era restrito ao universo feminino, agora os homens também sentem mais necessidade de participar do cotidiano dos pequenos.
"O homem também é materno", garante a psicóloga Ana Maria Tarabai. De acordo com ela, a história da relação mãe-filho ser mais forte do que pai-filho ocorre durante a fase da amamentação, quando a relação do bebê é com o seio da mãe. Depois, o importante é o afeto, a disponibilidade que o pai e a mãe tenham com a criança.
Mas se a vontade de estar com os filhos é grande, maiores ainda são as exigências do mercado de trabalho. Não basta mais cumprir o horário de expediente. Muita coisa mudou e o cenário é bem diferente. Internet, celular, notebook, todos esses aparelhos funcionam como elo permanente entre o profissional e a empresa. Portanto, ninguém mais consegue facilmente se desvencilhar dos compromissos profissionais. E aí vale aquela máxima: disciplina é a base de tudo.
A partir desse princípio, muita gente vem conseguindo administrar os contratempos com os filhos, tais como reuniões na escola, acompanhamento das lições escolares, festinhas, consultas médicas, competições esportivas, e por aí vai. Isso inclui os momentos em que eles não fazem nada, apenas ficam ao lado dos pais e passeiam nos finais de semana.

“Ausência física não se compensa com presentes nem com permissividade”.
IÇAMI TIBA, PSIQUIATRA

O importante, segundo a psicóloga, é preservar essa relação. E para cada idade há diferentes tipos de comportamento. Com os bebês, a relação é mais de olhar, sentir, é o contato físico. Com crianças pequenas, não existe ainda a coisa lógica, é mais o estar próximo. No caso dos filhos com idade acima dos sete anos, fase que já existe raciocínio lógico, a presença pura e simples não significa muito. Tem de compartilhar.
Na realidade, não existe uma fórmula mágica para conciliar a carreira com a vida familiar. Cada pessoa tem necessidades diferentes, e isso vale para as crianças. Os fatores que podem comprometer essa relação são os mais diversos. Desde como a mãe e o pai lidam com o trabalho, ou seja, até que ponto eles priorizam a vida profissional, até a coerência de atitudes diante dos filhos. "Mesmo que não haja muita quantidade, a relação com os filhos pode ser de boa qualidade", observa Ana Maria.
Uma coisa é certa: não dá para abrir mão nem de um nem de outro. No entanto, há mulheres que se culpam por não terem mais tempo disponível para se dedicar aos filhos.
Para a psicóloga, isso é um erro que pode trazer conseqüências desastrosas, como depressão e pouca produtividade, entre outras. "As brasileiras ainda carregam essa culpa e levam isso para o consultório".
Apesar dessa particularidade, a maioria consegue tirar de letra essa situação. Conversamos com um casal de empresários e mais três profissionais que têm uma rotina de trabalho atribulada, mas que garantem ter uma vida prazerosa e saudável com os filhos. Confira como cada um encontrou a melhor saída para a questão.

Versatilidade
Casada, 34 anos e com dois filhos (3 e 5 anos), Raffaella Rivetti Menezes é uma exceção à regra. Ela é uma das poucas profissionais que conseguiu fazer um acordo com a empresa para trabalhar em horários alternativos. Na segunda-feira, ela fica no escritório das 8 horas às 19h30. De terça a sexta-feira, sai às 13h. Responsável por uma equipe de 12 pessoas e pela área financeira, Raffaella se considera uma privilegiada. "Sou muito grata à minha chefe, que soube compreender a minha situação e percebeu que eu trapoderia dar conta do recado, mesmo não estando lá o tempo inteiro".
À tarde, ela usa o carro como escritório. No trajeto para a escola, o curso de inglês, a academia, o pediatra, o fonoaudiólogo, e por aí afora, ela usa o celular para resolver os assuntos do trabalho. Em casa, lê e-mails e faz relatórios.
" Aprendi a ser disciplinada e aproveitar algumas facilidades, como telefonar antes de ir ao pediatra. Muitas vezes dá para resolver por telefone mesmo", diz Raffaella. As compras no supermercado são feitas à noite. Salão de beleza somente nos finais de semana, quando o marido pode ficar com as crianças; e remédio, só por delivery.

“A melhor maneira de formar crianças boas é fazê-las felizes”.
OSCAR WILDE, POETA E DRAMATURGO

Embora consiga priorizar a educação e o acompanhamento diário dos filhos, quando surge um imprevisto no escritório ela nunca deixa de ir. Mas, para isso, Raffaella tem o apoio incondicional de uma babá-empregada. Mesmo em caso de doença ela não falta ao trabalho, pois sabe que se a chamaram para uma reunião é porque realmente é necessário. "Gosto da vida que tenho. O trabalho me completa e consigo participar da vida dos meus filhos intensamente", conclui.
Calendário é tudo
Para Fernando Salgado, 28 anos, divorciado e pai de Lucas (5 anos), o principal é planejar todas as atividades, inclusive as com o filho. Em sua mesa no escritório, por exemplo, há cinco calendários. À primeira vista parece exagero, mas ele garante que isso o ajuda muito a administrar a rotina. Por causa do divórcio, há um ano, Fernando pega o filho toda quarta-feira na escola e o leva de volta no dia seguinte, além de a cada 15 dias passarem o final de semana juntos.
O gerente de contas da Bertini, empresa do ramo de informática em São Paulo, conta que em um dos calendários estão marcados todos os dias do ano que ficará com o filhote. "Antes de confirmar qualquer compromisso social, olho no calendário que dedico ao Lucas. Dessa forma, nunca vou precisar cancelar nada".
É claro que toda essa disciplina às vezes falha. Mas Fernando conta com a ajuda da ex-mulher para as emergências. No ano passado, por exemplo, a empresa o mandou para as Bahamas por duas semanas. A ex ficou com Lucas dois finais de semana seguidos e depois foi a vez do paizão. "Ter a cabeça no lugar e falar sempre a verdade, acima de tudo, é essencial. Acho que tenho conseguido estabelecer uma relação de confiança. Quando digo que não poderei vê-lo por causa do trabalho, ele acredita e sabe que não estou enrolando", orgulha-se.

Questão de escolha
Para Fernando Carreira, diretor-geral da Autoglass, empresa especializada em reparos de vidros automotivos, em Vitória, no Espírito Santo, "a vida é uma questão de escolha". Ele diz que para ter um determinado padrão de vida é preciso pagar um preço. E o preço a que se refere é ter de levar a agenda profissional e a disciplina muito a sério, além de ter menos tempo com a família -- ele é casado e tem três filhos (um garoto com 16 anos e duas meninas, 11 e 6 anos). "Viajo muito, trabalho 10 horas por dia, então meus horários são muito restritos", explica.
No entanto, os finais de semana são dedicados aos filhos. "Jogo futebol com o mais velho e os amigos. É uma forma de conhecer a turma. Com as duas meninas faço outras atividades, como andar de bicicleta, caminhadas. Também almoço uma ou duas vezes por semana com eles".
Quando é preciso trabalhar nos finais de semana em casa, Fernando garante que se policia e só vai para o computador no início da manhã de sábado ou ao final do domingo. "Separo os momentos e vivo intensamente cada um deles", ressalta.
Uma ajuda de grande valia que ele tem é a de sua esposa. Ela é dentista e tem um ritmo de trabalho menos intenso e horários mais flexíveis. "É importante que um dos dois tenha mais tempo para as filhos, assim eles se sentem mais seguros", acredita.
Tempo integral
O casal Cristina e Jorge Torres decidiu que na casa deles criança só vai para a escola após completar 1 ano e meio. Pais de duas meninas, uma com 7 anos e outra com 5 meses, eles conseguem misturar mais a vida familiar com a profissional do que muita gente possa imaginar. É que são proprietários de uma casa de comida chinesa delivery, a China House, em São Paulo, e por isso têm liberdade de levar as crianças para o trabalho. É claro que a rotina não é fácil, mas ambos garantem que é mais prazerosa do que a maioria, pois têm contato intenso com as duas filhas durante o dia.
Outro lema que tem dado certo, segundo o casal, é o de manter o máximo possível a família unida. E isso é levado muito a sério na casa dos Torres. "Fora a escola, pois a mais velha estuda em período integral -faz um curso de japonês também -, o resto fazemos juntos, inclusive as aulas de natação", conta Cristina. Já a filha mais nova acompanha sempre os pais. "Levamos o trocador, roupinhas, fraldas, enfim, tudo o que uma criança precisa ao longo do dia", diz Jorge.
Para o casal, o importante é manter a disciplina para que todas as atividades sejam cumpridas e nenhuma das partes seja penalizada. "Quando está tudo sob controle, vamos até mesmo ao shopping fazer compras", esclarece Jorge. E se há tempo para passeios durante o expediente, imagine para os compromissos na escola, médico, entre outros.
É, eles conseguem administrar bem a rotina, mas, apesar de todo esse jogo-de-cintura, Cristina diz que gostaria que o dia tivesse mais horas. "Às vezes, não podemos sair nos finais de semana por causa da empresa", fala a empresária, em tom de brincadeira, lembrando de que "a prioridade é oferecer uma melhor qualidade de vida para os filhos".

DICAS VALIOSAS
- Jamais seja permissivo com os filhos por se sentir culpado pela falta de tempo;
- A cumplicidade entre o casal é fundamental;
- Aprenda a separar os momentos profissionais dos familiares;
- Viva intensamente cada momento com seus filhos;
- Seja honesto com seu chefe quando precisar se ausentar por causa das crianças;
- Disciplina é imprescindível;
- Mostre para seu chefe e colegas de trabalho que o convívio com os filhos é muito importante para você;
- Planeje suas atividades profissionais e pessoais.

Revista Vida Executiva - Edição 22 - Março.06

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